quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ICESPI lança edital para o vestibular 2011

ICESPI lança edital para o vestibular 2011
O Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí abre 50 vagas para o curso de Filosofia no turno da manhã
O Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí – ICESPI, credenciado pela portaria nº 429 de 05/05/2009 do Ministério da Educação – MEC, através de sua Comissão de Vestibular – CV, com base na Portaria nº 725 do Ministério da Educação – MEC, no seu Regimento Interno e nas disposições da legislação em vigor, torna público, para conhecimento dos interessados, o presente EDITAL, contendo as normas, rotinas e procedimentos referentes à realização do Concurso Vestibular - ICESPI - 01/2011, para preenchimento das 50 vagas oferecidas no Curso de Filosofia no turno da manhã.
As inscrições presenciais serão realizadas no período de 04 de novembro a 07 de dezem-bro/2010, na sede do ICESPI localizado na Rodovia Palmeirais, PI 130, km 08 e na Secretaria da Paróquia de Nossa Senhora das Dôres.
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Reforma da Igreja começa no coração de cada um
Papa propõe o exemplo de São Carlos Borromeu nos 400 anos de sua canonização
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de novembro 2010 (ZENIT.org)

Bento XVI instou a reformar a Igreja começando por cada um de seus membros e detalhou algumas indicações para levar a cabo esta necessária purificação, propondo o exemplo de São Carlos Borromeu.
Esta foi a mensagem dirigida ao arcebispo de Milão, cardeal Dionigi Tettamanzi, por ocasião do quarto centenário da canonização deste santo, divulgada ontem pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
"Em tempos escurecidos por numerosas provas para a comunidade cristã, com divisões e confusões doutrinais, com a opacidade da pureza da fé e dos costumes e com o mau exemplo de vários ministros sagrados, Carlos Borromeu não se limitou a deplorar ou a condenar, nem simplesmente a desejar a mudança nos outros, senão que começou a reformar sua própria vida", destacou.
Em concreto, abandonou as riquezas e as comodidades e encheu sua vida de oração, penitência e dedicação amorosa ao seu povo, e viveu de maneira heroica a pobreza, a humildade e a castidade, em um contínuo caminho de purificação ascética e de perfeição cristã, afirmou o Pontífice.
Bento XVI escreveu que este santo "era consciente de que uma reforma séria e confiável deve começar precisamente pelos pastores, para que tenha efeitos benéficos e duradouros em todo o povo de Deus".

Fontes da santidade
"Nesta ação de reforma, ele soube recorrer às fontes tradicionais e sempre vivas da santidade da Igreja Católica", continuou.
E enumerou essas fontes: a centralidade da Eucaristia, a espiritualidade da cruz, frequentar com assiduidade os sacramentos, a Palavra de Deus meditada, lida e interpretada na Tradição e no amor e devoção ao Papa.
O Pontífice também sublinhou que a conversão de cada membro da Igreja a Deus é a "primeira e mais urgente exigência" em todas as épocas.
Reconheceu novamente que, hoje, a comunidade eclesial "se mostra necessitada de purificação e reforma" e que não lhe faltam "provas nem sofrimentos".
Neste sentido, desejou "que o exemplo de São Carlos nos impulsione a começar sempre partindo de um sério compromisso de conversão pessoal e comunitária, a transformar os corações, crendo com firme certeza no poder da oração e da penitência".
Dos presbíteros e diáconos, o Papa desejou especialmente "uma fé limpa e uma vida sóbria e pura"; e os instou a "fazer de sua vida um valente caminho de santidade, a não temer a exaltação desse amor confiado em Cristo, pelo qual o bispo Carlos esteve disposto a esquecer de si mesmo e a deixar todo o resto".

A caridade contagia
Em sua mensagem, o Bispo de Roma destacou que "a extraordinária obra de reforma que São Carlos realizou nas estruturas da Igreja" nascia de sua vida santa e conformada cada vez mais segundo Cristo.
"Admirável foi sua obra de guia do povo de Deus, de meticuloso legislador, de genial organizador", indicou.
Também recordou que, durante seu episcopado, sua diocese "se sentiu contagiada por uma corrente de santidade que se propagou a todo o povo" e isso foi possível graças ao "ardor da sua caridade".
"Onde existe a experiência viva do amor, revela-se o rosto profundo de Deus que nos atrai e nos torna seus", afirmou o Papa.
Bento XVI convidou a fazer "da Eucaristia o verdadeiro centro das nossas comunidades" e assegurou que "toda obra apostólica e caritativa extrairá vigor e fecundidade desta fonte".
O Pontífice concluiu sua mensagem renovando seu convite aos jovens à santidade: "Deus vos quer santos, porque vos conhece profundamente e vos ama com um amor que supera toda compreensão humana".
E acrescentou: "Vós, queridos jovens, não sois somente a esperança da Igreja; vós já fazeis parte do seu presente! E se tiverdes a audácia de acreditar na santidade, sereis o maior tesouro da vossa Igreja ambrosiana, que foi construída sobre santos".

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Mayara Bruna
Graduanda em Economia - UFPI
GOU Nova Jerusalém
Vocacionada de Emaús - Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
CAMPANHA DE EVANGELIZAÇÃO 2010 CNBB

Sinais dos Tempos - Dom Demétrio Valentini

Vem de longe a advertência para estarmos atentos aos sinais dos tempos. O próprio Mestre interpelava o povo, que se mostrava capaz de fazer a "previsão do tempo", mas não se dava conta dos "sinais do Reino", como lembram as liturgias do Advento.
Quem se caracterizou pela insistência em valorizar os "sinais dos tempos" foi o Papa João 23. Com sua coragem e confiança em Deus, conseguiu despertar o povo para sustentar o clima favorável às grandes propostas que o Concílio iria fazer para a renovação da Igreja.
Agora, parece que se arma de novo o tempo. Há sintomas de transformações profundas em curso. Precisamos estar atentos para entender o que está se passando, para não sermos surpreendidos por acontecimentos que não estavam em nossos cálculos.
A própria natureza parece emitir sinais de alerta cada dia mais claros e insistentes. Neste contexto chega em boa hora a Campanha da Fraternidade que vai ecoar as contorções da natureza que "geme em dores de parto", como diz São Paulo em sua carta aos Romanos, frase que servirá de lema para a Campanha.
O sistema econômico mundial, apesar de todo o seu cuidado em tranqüilizar os mercados, para o bom funcionamento dos negócios, não consegue disfarçar os temores da reincidência nos mesmos sintomas de crise que já deixou muita gente na miséria. O desafio maior, na interpretação verdadeira dos sinais dos tempos, é compreender a causa dos fatos que acabam acontecendo.
Eles nos surpreendem porque não entendemos o que está na sua raiz. As mudanças religiosas costumam ser as mais inquietantes, porque mexem com costumes arraigados na cultura do povo.
Nestes dias apreciamos um cenário pelo menos curioso. Ao mesmo tempo em que os novos cardeais desfilavam suas reluzentes vestimentas vermelhas, o Papa falava da camisinha, enquanto era anunciado o novo sínodo para 2012 sobre a Nova Evangelização e a transmissão da fé cristã. Aí dá para identificar sinais de tempos passados, que se revestem do seu anacronismo, pelo qual, às avessas, também podem apontar para o futuro.
Em todo o caso, no meio deste cenário, é legítimo se perguntar para onde caminha a Igreja, que sinais nos falam do seu futuro. Ao anunciar o tema do próximo sínodo, é possível decifrar a angústia da Igreja diante de sintomas preocupantes.
Em recente pesquisa feita na França, tomando a população dos dezoito aos trinta anos, só três por cento dizem ter uma vinculação religiosa clara. Na idade crucial para a definição da vida, noventa e sete por cento dos jovens franceses não levam em conta a religião.
Este é um evidente sinal dos tempos, que está na base da proposta do próximo sínodo. Que está acontecendo com o Evangelho de Cristo, que já não motiva mais os jovens a tomá-lo como referência para sua vida? Não é por acaso que o próximo sínodo vai falar da "transmissão da fé". Este assunto define melhor a angústia da Igreja. Ela já não conta com a força da tradição para transmitir a fé.
A própria cultura se encarregava de transmitir às novas gerações os valores evangélicos. Agora a cultura não serve mais de veículo para transportar a fé. A Igreja precisa encontrar outros meios. De um momento para outro, países que tinham fama de baluartes do Evangelho, se tornam hostis a ele, ou simplesmente o ignoram. Não querem, em todo o caso, assumir nenhuma identificação com qualquer expressão religiosa.
É sintomática a insistência da comunidade européia em não colocar, na sua constituição, nenhuma referência às "raízes cristãs da cultura européia". Vivemos um tempo que caminha para a plena separação entre a esfera religiosa e a sociedade civil.
Isto pode ser muito bom para uma nova evangelização, que já não vai mais contar com a bengala do favorecimento estatal para convencer as consciências para aderirem à fé. Isto aumenta o desafio de interpretar corretamente os sinais dos tempos, que nos alertam para as mudanças profundas que vem chegando.
Dom Demétrio Valentini é bispo católico
FONTE : SITE CNBB.